segunda-feira, 5 de março de 2012

Os espíritos sentem fome? Espíritos sentem frio ou sede?








Espíritos sentem fome? A pergunta pode parecer boba para muita gente. Mas, desde que Chico Xavier psicografou o livro Nosso Lar, esta pergunta tem sido feita.

Para responder coloco abaixo parte do um trecho da Revista Espírita (1858) cujo nome é "A fome entre os espíritos". Nesta reportagem Allan Kardec coloca uma nota:

“A quem não conhece a verdadeira constituição do mundo invisível, parecerá estranho que os Espíritos que, segundo eles, são seres abstratos, imateriais, indefinidos, sem corpo, sejam vítimas dos horrores da fome; mas o espanto cessa quando se sabe que esses mesmos Espíritos são seres como nós; que eles têm um corpo, fluídico é verdade, mas que não é menos da matéria; que, em deixando o seu envoltório carnal, certos espíritos continuam a vida terrestre com as mesmas vicissitudes durante um tempo mais ou menos longo. Isto parece singular, mas isto é, e a observação nos ensina que tal é a situação dos Espíritos que viveram mais da vida material do que da vida espiritual, situação freqüentemente terrível, porque a ilusão das necessidades da carne se faz sentir, e se têm todas as angústias de uma necessidade impossível de ser saciada. O suplício mitológico do Tântalo acusa, entre os antigos, um conhecimento mais exato do que se supõe do estado do mundo de além-túmulo, mais exato sobretudo do que entre os modernos”.
Alan Kardec descreve de modo claro. O espírito pode sentir fome, mas esta fome é fruto de uma fixação da consciência na vida encarnada, que não existe mais. O espírito sofre porque sente necessidade, mas não pode saciar. É uma ilusão que pode chegar ao delírio. Realço o que Kerdec escreveu: “a ilusão das necessidades da carne ... e se têm todas as angústias de uma necessidade impossível de ser saciada”.

Nosso corpo encarnado precisa de alimentos, nosso corpo espiritual (perispírito) e nosso espírito não necessitam de comidas. Portanto, os espíritos que pensam estar comendo estão em delírio. Aqueles que sentem esta necessidade física vivem uma fantasia, um desejo, que aos poucos abandonam.

O livro Nosso Lar mostra outra realidade, lá existe alimentação, sono, etc. A lógica deste livro é que existe uma relação entre o nível evolutivo e a densidade da matéria. Quando o espírito é menos evoluído, o perispírito (invólucro que envolve o espírito) é mais denso e com mais necessidades materiais. À medida que evolui, o perispírito torna-se menos denso e estas necessidades mais físicas vão perdendo a importância. É uma progressão passo a passo, até que o espírito torna-se muito evoluído e, portanto, mais sutil. 

São duas visões diferentes. Não tenho opinião formada. Mas, pelos relatos de pacientes em hipnose tendo mais para a explicação de Allan Kardec. 

Quando estes pacientes relatam seus desencarnes anteriores há aqueles que ficam "presos" na ilusão da vida terrena. São estes que sentem as mesmas sensações que sentiam enquanto encarnados. Tão logo perdem esta ilusão, perdem também suas sensações do corpo físico (fome, por exemplo). É uma mudança mais radical do que aquela que é descrita por Chico Xavier (André Luiz). 

Concluindo: Espíritos não sentem fome. Espíritos menos evoluídos, ao se desencarnarem, podem manter a identificação com o corpo físico e com a vida material no Planeta Terra. Esta identificação gera necessidades ilusórias. Estas necessidades desaparecem assim que o espírito se liberta da identificação com o corpo físico que faleceu e diminui seu apego à vida material terrena.

O mesmo vale para as sensações de sede, frio, dor no corpo, e muitas outras sensações que só existem se houver apego ao plano material. 

A questão das vibrações

O espírito interage com o ambiente espiritual. Existe troca e inter-relação. Esta troca é realizada através das vibrações que são emanadas e recebidas por todos os seres vivos. Também são processadas por eles, que agregam às vibrações recebidas qualidades e padrões.

Neste sentido, se existe um alimento espiritual, esse "alimento" são as vibrações

Para compreender a importância das vibrações para a organização da vida espiritual convido-os a lerem o ebook: "A Espiritualidade no dia-a-dia".


Autor: Regis Mesquita
https://twitter.com/saberespirita



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7 comentários:

  1. Estou numa sexta -feira a noite com muito,sono mas estou lendo esse texto e achando muito interessante........muito bom,muito criativo e entendo eu que isso realmente aconteça....obrigado.

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  2. Acho maravilhoso esses textos que nos ensina e nos leva à refletir, faço muitas comparações com tudo que já vivenciei, tiro conclusões e oro pra que Deus, me proporciona muitas outras oportunidade para minha evolução.
    Agradeço pela oportunidade.

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  3. E frio? Os espíritos sentem frio?
    Pois verificamos que sim, numa sessão espírita de doutrinação em que um espírito manifestava-se bem amparado em um lugar aprazível, florido, mas que sentia muito frio.
    Evidentemente que não lhe dissemos que era tudo uma ilusão e que aquilo tudo iria desaparecer, mas sim, estimulamos a que recebesse e pedisse ajuda para superar esse período. Kardec diz que a perturbação post mortem é temporária, mas o tempo passa diferentemente na espiritualidade. Daí as expressões eterno, infinito que também se tornam completamente etéreas. Então espíritos sentem fome, frio, saudade conforme a ligação com as sensações de aspectos materiais e terrenos.

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    Respostas
    1. bela colocação amigo!parabéns pelo exemplo!!!

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  4. Magnífico saber sobre isso e tão bom e esclarecedor rs

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  5. Os espíritos podem comer e beber no mundo espiritual???
    Andre Luiz narra em suas obras que sim, que os espíritos podem tomar sopas e sucos de frutas podem comer e beber.
    Kardec já explica que isso não existe, que os espíritos inferiores como estão apegados as coisas materiais e terrenas eles criaram as ilusões das necessidades materiais em suas mentes.
    Eles pensam que sentem essas necessidades, mais são ilusões.
    Os espíritos não podem comer e beber no mundo espiritual.

    Vejamos esse texto de Kardec.


    Revista Espirita ANO 2 - ABRIL 1859 - Nº. 4 de Kardec

    Há sensações que têm sua fonte no próprio estado de nossos órgãos; ora, as necessidades inerentes ao nosso corpo não podem ocorrer do momento que nosso corpo não existe mais. O ESPÍRITO NÃO SENTE, POIS, NEM A FADIGA, NEM A NECESSIDADE DE REPOUSO, NEM A DE ALIMENTAÇÃO, PORQUE NÃO TEM NENHUMA PERDA A REPARAR; NÃO É AFLIGIDO POR NENHUMA DE NOSSAS ENFERMIDADES.

    As necessidades do corpo ocasionam as necessidades sociais, que não existem mais para os Espíritos: assim, para eles, os cuidados dos negócios, os tormentos, as mil tribulações do mundo, as aflições que se dão para se proporcionar as necessidades ou as superfluidades da vida não existem mais; têm piedade do trabalho que nos damos por vãs futilidades; e, todavia, tanto os Espíritos elevados são felizes, quanto os Espíritos inferiores sofrem, mas esses sofrimentos são de preferência angústias, que por nada terem de físicas não são menos pungentes; eles têm todas as paixões, todos os desejos que tinham em sua vida (falamos dos Espíritos inferiores), E SEU CASTIGO É NÃO PODER SATISFAZÊ-LOS; PARA ELES, É UMA VERDADEIRA TORTURA, que crêem perpétua, porque sua própria inferioridade não lhes permite ver o fim, e lhes é, ainda, um castigo.

    Revista Espirita ANO 2 - ABRIL 1859 - Nº. 4 de Kardec

    Como disse Kardec

    O ESPÍRITO NÃO SENTE, POIS, NEM A FADIGA, NEM A NECESSIDADE DE REPOUSO, NEM A DE ALIMENTAÇÃO, PORQUE NÃO TEM NENHUMA PERDA A REPARAR; NÃO É AFLIGIDO POR NENHUMA DE NOSSAS ENFERMIDADES.

    Vejamos essas questões.

    Andre Luiz narra em sua obra Nosso lar que os espiritos podem comer e beber e que podem tomar sucos de frutas e sopas.
    Perguntamos, da onde vem essas frutas para fazer esses sucos???
    Existem arvores dando frutas no mundo espiritual???
    É possível que exista no plano espiritual plantações de arvores frutíferas???
    Andre Luiz não explica essa questão.

    Ele fala também de sopas, perguntamos, da onde vem os legumes para fazer tal sopa???
    Existem plantações de legumes no plano espiritual???

    Se os espíritos podem comer e beber, eles tem que mais tarde eliminar essas substancias perguntamos, os espíritos desencarnados podem evacuar e urinar???

    Andre Luiz mistificou nessas informações que os espíritos podem comer e beber.


    Wilson Moreno

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  6. Kardec é orientativo, não limitativo. A ortodoxia e o fundamentalismo não combinam nem com Kardec nem com o espiritismo. Sobre o tema Kardec foi econômico, assim como com outros temas isso é o que tem gerado algumas dissidências.

    Os problemas do tema começam por queremos adaptar as sensações dos espíritos, com as sensações que temos aqui. Já deve ter ouvido falar das "dores fantasmas". Elas ocorrem em membros que foram amputados. Neles a pessoa sente coceira e até cansaço. Isto é: sua existência e efeitos estão na mente.

    Além disso Kardec nos diz que nossos parentes e amigos podem vir nos receber em nosso retorno à espiritualidade. Não parece estranho o termo "vir receber"? De onde? Para onde?. Além do mais cita "en passant" sobre os locais de refazimento e descanso e reflexão dos espíritos errantes. Refazimento de quê se não sentem cansaço mental?

    Numa obra mediúnica alemã de 1925 de um ex-padre católico, sem absolutamente nenhum vínculo com o mediunismo da linha kardecista, ele cita espíritos realizando conjuntamente, trabalhos similares aos daqui em locais idealizados (plasmados).

    O espírita deve manter a mente livre para poder ampliar sua visão como Kardec queria,
    caso contrário faremos como os crentes fanáticos que repetem: "Não está na Bíblia, não existe" e neste caso: "Não está nas Obras Básicas, não existe".

    Por isso dizemos Obras BÁSICAS e não Obras ����������������.

    Kardec é uma bússola, não uma algema.




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