sábado, 28 de janeiro de 2017

O principal cuidado que se deve ter com quem está morrendo. Os meses finais de quem vai morrer.








A jornada na Terra sempre chega ao fim. Algumas vezes é necessário que o processo da velhice, doença e morte seja acompanhada de perto por alguém.

Esta pessoa pode ser você, que terá a responsabilidade de garantir o respeito, a dignidade e o conforto físico de seu parente amado.

Acredito eu que não exista gesto mais nobre de amor. Tenho a certeza que também não existe momento mais oportuno para o aprendizado e para a vivência espiritual.


Muitas pessoas sentem-se desconfortáveis frente à morte. Mas, acredite, para o espírito é um momento belo e grandioso. Este texto tem a missão de desmistificar a morte, facilitar sua vida ao lado da pessoa que se prepara para partir e te ajudar a viver plenamente o amor que existe dentro de você (sem medo e sem receio).

Se este texto for útil para você, será para outras pessoas. Portanto, te convido a divulgar o link deste texto.




"A separação da alma e do corpo é dolorosa?

  — Não; o corpo, freqüentemente, sofre mais durante a vida que no momento da morte; neste, a alma nada sente. Os sofrimentos que às vezes se provam no momento da morte são um prazer para o Espírito, que vê chegar o fim do seu exílio.


No momento da morte, a alma tem, às vezes, uma aspiração ou êxtase, que lhe faz entrever o mundo para o qual regressa?

  — A alma sente, muitas vezes, que se quebram os liames que a prendem ao corpo, e então emprega todos os seus esforços para os romper de uma vez. Já parcialmente separada da matéria, vê o futuro desenrolar-se ante ela e goza por antecipação do estado de Espírito."


Allan Kardec - O Livro dos Espíritos



Ajudar alguém nos últimos meses ou anos é uma das maiores responsabilidades que alguém pode ter. Sob certos aspectos é bem mais difícil que criar uma criança. A criança coleciona conquistas, o idoso ou o doente coleciona dificuldades. Mas, porém, virão conquistas; conquistas para o espírito e para o amadurecimento pessoal. Nesta fase os grandes ganhos não são exteriores, são interiores.

Tenha claro esta realidade: há muito aprendizado nos últimos anos de vida. 

E mais, são alguns dos aprendizados mais importantes para o futuro do espírito.

Uma criança nasce e aprende a falar e a andar. São ganhos que parecem grandes, mas que se perdem com o falecimento. Já os aprendizados dos últimos anos são realmente centrais para o espírito. Por exemplo: uma pessoa muito orgulhosa, ao se ver necessitada de ajuda, descobriu na humildade a paz que lhe faltou por toda a vida. Ela dizia: "Meu Deus, porque não aprendi a viver assim antes?" Não aprendeu antes, mas aprendeu quando as limitações físicas se fizeram mais fortes.

Alguém poderia dizer; "antes tarde do que nunca". Quem conhece a vida espiritual sabe que NUNCA é tarde para esta transformação positiva. Esta transformação será muito importante por décadas e séculos. 

Por isto, não fique tão triste com as perdas que acompanham a velhice e as doenças. São oportunidades únicas. São oportunidades importantíssimas.

Primeiro porque "tira de cima da pessoa" o peso da sociedade. A sociedade é uma prisão brutal para grande parte das pessoas. Somos orgulhosos, esta é a verdade. São raríssimos os seres humanos que não são orgulhosos. A doença e as limitações da idade jogam por terra grande parte das vaidades, orgulho e desejo de ser aceito (os místicos dizem: tudo desaba). É um choque que coloca o ego da pessoa lá embaixo; algumas até deprimem. Mas, a queda do ego é a porta aberta para a emersão do que é realmente importante para o espírito.

São bilhões de pessoas que tem na velhice e nas doenças as últimas oportunidades para realizar seu progresso espiritual.






Importante: aprenda a olhar para a pessoa amada como um espírito que dá os últimos passos e que tem as últimas oportunidades de realizar conquistas nesta vida (nesta encarnação). 

O corpo perde, mas o espírito pode ganhar. O corpo vai finalizar, mas a vida espiritual ainda é longa. Por isto, tranquilize-se com as perdas. Tenha serenidade para acompanhar estas perdas. Cuide com carinho, mas treine-se para o desligamento. Aceite cada passo que a natureza der; traga conforto e use sempre um diálogo espiritualizado para facilitar o entendimento e a superação das dificuldades.

Treine com a mensagem de Jesus: "seja feita a Sua vontade". Nada é perda, tudo é transformação. Tenha paciência, porque você é apenas alguém que acompanha uma trajetória que é muito pessoal e especial - a trajetória do seu ente querido até a libertação do corpo.

Veja a morte como saudade para quem fica e liberdade para quem vai. É uma libertação, porque chegará um momento em que os aprendizados serão pequenos; este é o momento de voltar para a vida espiritual.

As pessoas tem medo da morte, porque não confiam de fato na realidade espiritual. A morte é dar um salto de confiança rumo a um novo nascimento, desta vez para a vida sem o corpo físico. A morte "bem morrida" é uma morte repleta de confiança. É caminhar para o que o corpo desconhece com a confiança de que ali está o melhor para si mesmo. 

A morte é, na imensa maioria das vezes, o melhor que a pessoa pode esperar. Mesmo uma mãe que deixa seus filhos pequenos deve se soltar e entrar em confiança: "este é o melhor caminho". Estamos treinados para perceber a morte como ruim, como triste, como sofrimento. Dizemos do morto: "coitado!" Esta ideia é fruto de uma concepção errada. Do outro lado há, muitas vezes, uma festa. É chegada a hora, o melhor está acontecendo, existem reencontros -  porque não seria festa? 


"O Espírito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que morreram antes dele?

  — Sim, segundo a afeição que tenham mantido reciprocamente. Quase sempre eles o vêm receber na sua volta ao mundo dos Espíritos e o ajudam a se libertar das faixas da matéria. Vê também a muitos que havia perdido de vista durante a passagem pela Terra; vê os que estão na erraticidade, bem como os que se encontram encarnados, que vai visitar." 

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos








Cada morte é diferente, cada vida é diferente, cada reentrada no "plano espiritual" é diferente. Porém, não tenha medo, se você for uma pessoa que lutou para gerar uma vida digna para si e para os outros. 

Sua paz e a aceitação do sofrimento de seu ente querido serão de grande ajuda para que ele possa experimentar e vivenciar o plano espiritual ainda no corpo denso. São comuns experiências espirituais internas fortíssimas. Muitas vezes são acompanhadas de remorsos ou tristezas. Não se surpreenda, é uma faxina na mente que mostra muitas sujeiras interiores que a pessoa tem armazenada. O processo lento do adoecimento, envelhecimento e morte significa luta, batalha, disputa interna. Para ficar livre do negativo é preciso mexer com ele. Poderão surgir impaciência, raiva, irritabilidade e outros sentimentos negativos. A pessoa precisa de tempo para se adaptar e aprender a lidar com sua nova realidade. 

O importante é que esta limpeza mental seja feita. É a parte mais importante do processo que antecede a morte. Suponha que um irmão tenha muito ódio de outro irmão. Aquele que está para morrer pode reforçar seu ódio; mas será uma minoria. A maioria aproveita estes momentos finais para se desligar do ódio, para deixar todo rancor para trás. Ele morre mais leve, mais em paz. 

Este processo de limpeza é extremamente interior. Parte dele é inconsciente; a pessoa vai se desapegando destas mágoas porque elas já não tem mais significado. Este processo continua mesmo que a pessoa perca a consciência - caso comum em doenças como o alzheimer. 

Concluindo: limpar a mente e aprender novas qualidades espirituais são os maiores desafios de quem está no processo de morrer (todos estamos, mas para alguns parece mais urgente). Você deve ser companheiro, parceiro, alguém que ajuda (através do amor) e facilita estes dois processos. 

Exemplo; ao dar papinha para seu pai idoso diga-lhe como você é grata a Deus por estarem tão juntos e tão unidos. Todo processo que está acontecendo com seu pai, estará acontecendo com você também, porém em muito menor intensidade. Observe que a proximidade com o seu pai é muito grande neste momento justamente por causa da doença. Se não fosse por ela, talvez você estivesse se preocupando com assuntos muito mais materiais e com pouca riqueza espiritual. Cuidar do seu pai te induz a uma experiência muito mais espiritual do que fazer uma viagem (que também tem seu valor), por exemplo . 

Ser feliz em meio à doença é possível. Mas, será uma felicidade diferente. Será a felicidade de quem sente o amor pulsando dentro de si, sente o amadurecimento pessoal e o aumento do autocontrole. Será a felicidade de quem tem a paz de espírito em oposição à felicidade de quem se diverte em uma festa. São felicidades diferentes e importantes. Mas, acredite, vocês podem construir bons momentos em meio aos desafios das perdas e da doença. 

Mude sua crença. Deixe o amor pulsar em sua vida. Se entregue para a aceitação. Confie! Confie que a preparação para o retorno ao plano espiritual é um milhão de vezes mais importante do que uma cura milagrosa (veja aqui). 

Esteja em paz, ao lado da pessoa que está nos últimos momentos, meses ou anos. Mesmo que ela chore, mesmo que ela se irrite, esteja ao seu lado em paz. Ofereça o melhor que você puder. E o seu melhor não é a preocupação. Saiba que você tem limites e tem dificuldades; se errar, saiba se perdoar. Você estará aprendendo ao fazer. E quem aprende ao fazer, com certeza, erra. Aprenda a se perdoar; e que o seu perdão pelos seus erros seja um estímulo para seu parente perdoar a si mesmo também.

Deus disse para São Francisco de Assis que Ele tornaria doce o que São Francisco considerava repulsivo. Confiando nesta frase de Deus, São Francisco começou a cuidar dos leprosos. Estes cuidados se tornaram um dos seus maiores prazeres. Sim, é possível transformar o que era ruim em algo doce. Será sua tarefa. Quanto menos reclamar, quanto mais amar, quanto mais confiar que aquela situação é o melhor, mais doce será realizar os cuidados mais íntimos e amparar nas dores mais profundas. 

Jamais duvide do que será capaz de acontecer contigo quando o amor fluir de dentro de você e lhe trouxer sabedoria para lidar com as situações mais complicadas. 

Quantas pessoas me contaram da saudade que sentem dos meses ou anos que cuidaram de quem se despedia. E quanto mais velha você ficar, mais você vai VALORIZAR estes momentos que hoje você considera como sofrimento. 

Se abra para a aceitação. Deixe de lado os seus desejos (que reflitam a não aceitação). Cuide com carinho, leve-o ao médico, use dos recursos da ciência. Mas, não se iluda, o "papo" é de espírito para espírito. Enxergue ele como um espírito que muitos benefícios pode ter por estar passando por estas provações. Lembre-se de Jesus que sofreu na cruz e que vive, há dois mil anos, os benefícios deste sofrimento. Todo sofrimento do corpo é muito pequeno frente a grandeza da vida espiritual. Reflita o sofrimento sob a perspectiva do espírito que está envolvendo o corpo (veja aqui). 

Esta é a realidade. Para o espírito são inúmeros ganhos. Tanto são ganhos que a vida do espírito costuma ser muito melhor por causa destes sofrimentos e perdas que existem antes da morte do corpo. 

Você é companheiro. Uma pessoa abençoada em seu papel de cuidador. Que Deus te abençoe porque você é merecedor de muitos ganhos interiores. 

Concluindo: ao se despedir lembre-se que os dois se despedem como vitoriosos. Porque o que conta não é nosso apego. O que conta é o aprendizado e as vivência nobres de amor, ternura, disciplina, cuidados, dedicação, etc. 

Um dia você vai entender o quanto o seu coração e o coração de quem se vai "se tornaram maiores" e mais repletos de vida e amor por causa destes momentos de intensa proximidade e de cuidados constantes. 

Quando enfim houver o desencarne, não serão as festas e os jantares que o espírito guardará no fundo da sua satisfação. Tudo isto será minúsculo. O que o espírito vibrará repleto de gratidão será o cuidado e o estar juntos. Décadas depois, o amor será o que tornará doce cada momento desta caminhada difícil na qual um se fez companheiro do outro. 

O maior cuidado que você deve ter é perceber o outro como um espírito a quem o sofrimento e perdas pouco significam frente à oportunidade de grande aprendizado e do amor profundo.

Confie e acalme seu coração. E, lembre-se, neste processo existe grande ajuda espiritual.


Estes dois livros vão te ajudar neste momento:


1) Nascer Várias Vezes (clique aqui)

Com vários capítulos sobre a morte e a vida espiritual.


2) A Espiritualidade no Dia a Dia (clique aqui)

Te ajudará a vivenciar a espiritualidade e traz dicas para a transformação interna e a higiene mental.


Autor: Regis Mesquita





















Mortos Queridos

Na Terra, quando perdemos a companhia de seres amados, ante a visitação da morte sentimo-nos como se nos arrancassem o coração para que se faça alvejado fora do peito.

Ânsia de rever sorrisos que se extinguiram, fome de escutar palavras que emudeceram...

Se varas semelhantes sombras de saudade e distância, se o vazio te atormenta o espírito, asserena-te e ora, como saibas e como possas, desejando a paz e a segurança dos entes inesquecíveis que te antecederam na Vida Maior.

Lembra a criatura querida que não mais te compartilha as experiências no Plano Físico, não por pessoa que desapareceu para sempre e sim a feição de criatura invisivel mas não de todo ausente.

Enfeita-Ihes a memória com as melhores lembranças que consigas enfileirar e busca tranquilizá-los com o apoio de tua conformidade e de teu amor.

Se te deixas vencer pela angústia, ao recorda-lhes a imagem; sempre que se vejam em sintonia mental contigo, ei-los que suportam angústia maior, de vez que passam a carregar as próprias aflições sobretaxadas com as tuas.

Chora, quando não possas evitar o pranto que se te derrama da alma; no entanto, converte quanto possível as próprias lágrimas em bênçãos de trabalho e preces de esperança, porquanto eles todos te ouvem o coração na Vida Superior, sequiosos de se reunirem contigo para o reencontro no trabalho do próprio aperfeiçoamento, à procura do amor sem adeus.

Médium: Chico Xavier

Espirito: Emmanuel









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