quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Meu pai está morrendo, ele perdeu a fé na vida. O que eu faço?




Há muito cuidado espiritual com quem está morrrendo





A dor no coração se revelava no rosto sofrido.

Nos olhos, as lágrimas deixavam claro o sofrimento.

Era a filha preocupada com a saúde do pai.

Em estado terminal, o pai finalmente entrou em um processo de despedida.

Ela entendia a despedida com desistência de lutar pela vida encarnada.

Ela queria que o pai tivesse fé em sua cura.

Queria vê-lo mostrando disposição para “lutar pela sua vida”.

Rezava para que o milagre da cura permitisse que o pai ficasse próximo por muitos anos mais.

E sofria...

Nada estava saindo da forma como ela queria; ela se sentia impotente.


Em 1869 desencarnou Allan Kardec. O vice-presidente da  Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas terminou o discurso de despedida do amigo Kardec (no enterro do corpo) com as seguintes palavras: ... “não te dizemos adeus, mas até logo, até breve!”


No Livro Nascer Várias Vezes, no capítulo final (pág.308), é contada esta história:

“Olá, amigo! Acho que a gente vai ficar uns tempos sem se encontrar”. Foi assim que Otaviano se despediu de seus amigos. Ele foi um homem de fé profunda. E, mesmo no momento em que o medo e a insegurança costumam ser muito fortes, ele não perdeu a fé. Faleceu em paz e em serenidade.

É provável que o espírito do Otaviano tenha muito mais de 50 mil anos e suas encarnações sejam contatadas às centenas. Isto significa que a personalidade e o corpo do Otaviano nunca haviam morrido. Mas, o espírito que reencarnou como Otaviano já conhecia a morte, tendo passado por ela centenas de vezes, pelo menos. Todas as experiências humanas são revividas muitas e muitas vezes.

 O corpo desconhece a morte, mas o espírito já passou por ela muitas vezes...”




Podemos concluir que (na verdade) a filha, frente à imensa dor da despedida do pai, perdeu sua fé. Mas, o seu pai não.

O pai sabia que lutar pela vida é muito maior do que se apegar ao corpo que usava naquele momento.


A aceitação não quer dizer ausência de luta. Significa, ao contrário, uma maior amplitude da luta.

Vamos entender: um senhor dizia que nunca aceitaria seu filho ser viciado em álcool. A crença que dominava sua mente era que aceitar é igual a não lutar para ajudar o filho – ou seja, aceitar seria o mesmo que desistir dele.

Este é um erro comum das pessoas: associar aceitação à desistência.

A aceitação é uma ampliação: o senhor pode e deve lutar para ajudar o filho, mas também deve lutar para ajudar a si mesmo. O vício do filho cria dois desafios para o senhor: ajudar o filho e ajudar a si mesmo. Para atingir este duplo objetivo é que a aceitação é fundamental.

O senhor deve lutar para ter uma vida feliz, manter o equilíbrio de sua família, dar atenção a todos os filhos, ajudar os outros membros que necessitem de sua colaboração e apoio. Se um filho tem uma conquista, ele deve estar junto, contente.  Se o filho viciado se desequilibra, ele deve “estender a mão”.

A aceitação permite que a mente esteja livre para manter-se equilibrada e recheada de nobreza, mesmo nos momentos de provação.

A luta é a mesma, tendo aceitação ou não. Mas, a vida é muito diferente. 


O pai, que estava no fim da vida, encontrou a paz. Aceitou sua limitação. A luta pela vida é a mesma, a qualidade de seus últimos momentos é que ficou muito diferente; ficou muito melhor.

O pai gostaria de ficar mais tempo com a família; gostaria de ampará-los, amá-los. Por isto, cuidava de seu corpo enfermo. Mas, aprendeu que tinha duas boas opções: ficar junto ou seguir na sua trajetória de aprendizados ao voltar para o plano espiritual.

O pai manteve a fé de que o que acaba aqui, continua no plano espiritual. Ficar é bom, partir é bom também.

Esta é a beleza da aceitação da realidade: várias possibilidades positivas se revelam.

A aceitação é o ponto elevado da fé verdadeira. É a porta que deve ser transposta para a vida ficar mais rica em oportunidades e em aprendizados.

A aceitação é um “abrir os olhos” que revela caminhos e possibilidades que antes não eram percebidos.

Aceitação é a postura do guerreiro vencedor.


Era a filha quem precisava da ajuda do pai. O pai sereno e a filha sofrendo com sua imaturidade e a confusão gerada por crenças erradas.

Milhões de pessoas sofrem por carregarem em si mesmas crenças erradas. A solução é o aprendizado.

Com o aprendizado, o desafio é o mesmo. Mas, as condições de superá-lo positivamente são muito maiores.

A evolução espiritual é o aprendizado conquistado a cada desafio. O aprendizado útil para a vida do espírito, para os milhões de anos da vida do espírito.


O pai se foi em paz. O apego da filha e sua imaturidade aumentaram o sofrimento dela. Por isto, é muito importante saber despedir; saber o momento da mudança e jamais considerar a morte uma derrota. 

Se você é um filho que está se despedindo do seu pai tenha a grandeza de agradecer. Traga para ele as lembranças de toda bondade que você recebeu, mostre que está ligado afetivamente e que aceita as leis da vida. Aceite e agradeça! Crie neste momento um ambiente de paz e ternura. Será importante para ele, mas será muito mais importante para você (veja aqui).

O desencarne geralmente começa antes do fim do corpo. Em casos de doenças longas, este processo já está muito avançado quando o corpo falece. Isto significa que, muitas vezes, os doentes já estão deixando o corpo enquanto os parentes esperam um "milagre". Esta falta de sintonia cria mais sofrimento e dificuldades. É preciso ter paz frente a morte. 

Lembre-se: O desencarne é despedida de um lado e reencontro do outro. Reencontro com espíritos afins e com a amplitude que caracteriza a vida do espírito que evolui. 


Autor do texto: Regis Mesquita
https://twitter.com/saberespirita



Recomendo a leitura de três capítulos do livro Nascer Várias Vezes que estão diretamente relacionados com o tema deste texto:

- Problemas físicos, doenças, mudança de vibração e curas
- Aproveitar as boas oportunidades da atual encarnação para evoluir e amadurecer
- Morrer não é ruim para a maior parte das pessoas










Clique aqui e saiba quais são os capítulos do livro. 





Para refletir 1:


“O processo do morrer, pelo qual os espíritos já passaram centenas de vezes, é um mistério apenas para o corpo e a mente transitória.

Se o seu corpo nunca morreu, o "espírito que você é" já enfrentou muitas vezes a morte e experimentou a expansão da consciência que costuma acompanhá-la.

Hoje em dia, estudos com Experiências de Quase Morte (EQM) e com a regressão a encarnações passadas mostram que o processo do morrer é amparado e protegido.

Logicamente, tudo depende do tipo de vida e de morte que as pessoas tiveram. Se cultivaram o que é nobre, não há o que temer.

Se se entregaram ao cultivo do negativo ou a desequilíbrios, certamente o processo de readaptação pós-morte será mais difícil."

Regis Mesquita
Ensinamentos baseados no livro Nascer Várias Vezes

Leia:
A morte é muito sofrida? O que vai acontecer comigo quando eu estiver morrendo?  



Para refletir 2:

“Os pensamentos são importantes, geram vibrações e sentimentos. As vibrações são importantes, geram pensamentos e sentimentos. Os sentimentos são importantes, geram vibrações e pensamentos. Somos um todo que se complementa.

Neste todo existe uma parte que se destaca: o espírito. Para o espírito o mais importante é a conquista de qualidades e habilidades nobres. Por exemplo, a capacidade de vibrar e pensar positivamente independente do que acontece no exterior.”

Regis Mesquita
Caminho Nobre



Para refletir 3:

“Há muito cuidado com o nascimento e há muito cuidado com todo o processo do morrer, que pode durar anos. O espírito que desencarna não fica abandonado. Ao contrário, há amparo e orientação; cabe ao espírito aproveitar ou não a oportunidade do amparo”. 

Trecho do livro Nascer Várias Vezes



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4 comentários:

  1. olha este texto apareceu na hora certa na minha vida Vou comprar o livro.
    Quero estudar entender coisas que me deixam triste

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  2. Lindo! Uma lição de vida para quem perdeu a fé.

    ResponderExcluir
  3. O texto certo na hora certa está me fazendo um bem inigualável. Fernanda Maria

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  4. Todas as mensagens tem me sido de grande valor. Já mudei muito, porém, ainda existe uma parte que tenho grande dificuldade. Alguma reflexão ou mensagem relacionada a uso de drogas?
    Agradeço a ajuda

    ResponderExcluir

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